
Comparativo de letalidade
Entre janeiro e novembro de 2024, a cada nove acidentes registrados na BR-116, uma pessoa perdeu a vida. Esse índice supera os de outras rodovias que cortam Minas Gerais:
BR-381: 16 acidentes por óbito.
BR-040: 14,5 acidentes por óbito.
BR-262: 12 acidentes por óbito.
Embora a BR-381 tenha liderado em número absoluto de mortes no ano (154 óbitos contra 138 na BR-116), o acidente em Teófilo Otoni deve consolidar a BR-116 como a mais letal de 2024.
Principais causas e trechos perigosos
De acordo com a PRF, colisões frontais foram responsáveis pela maioria das mortes na BR-116, com 40 registros. Outras causas frequentes incluem saídas de pista, colisões laterais e tombamentos, atribuídas principalmente a:
Falta de reação dos motoristas (22 casos).
Trafegar pela contramão (20).
Excesso de velocidade e ultrapassagens indevidas (22 casos somados).
Os trechos mais perigosos incluem:
Medina (Vale do Jequitinhonha): Cinco mortes em dois acidentes fatais em pista simples.
Leopoldina (Zona da Mata): 13 óbitos em sete acidentes, com tráfego na contramão como principal fator.
Governador Valadares (Vale do Rio Doce): Nove mortes em oito registros, causados por ultrapassagens indevidas.
Manhuaçu e Muriaé (Zona da Mata): Ambos registraram nove mortes, destacando-se a alta velocidade como causa predominante.
Investigação sobre o desastre em Teófilo Otoni
No maior acidente do ano, ocorrido em Teófilo Otoni, 36 vítimas já foram identificadas, e 16 corpos foram liberados para as famílias. As investigações preliminares apontam falhas humanas e estruturais como causas contribuintes.
Fonte: SeteLagoas.com.br, com informações de PLOX/IA